Esd. José Tadeu Barbalho
Esp. Tamara Almeida Damasceno
Esp. Marcia Helena Tupinamba
RESUMO: Muitos educadores clamam por uma educação que promova mudanças significativas de inserção social, promoção humana e crescimento tecnológico e cientifico de nossas universidades. Clamam ainda por uma educação valorizada, da educação infantil aos cursos de licenciatura, enfim, uma linguagem acessível e clara em relação aos objetivos educacionais. A Educação Superior tem funcionado como depósito de alunos em busca de diplomas, egressos de uma educação repleta de distorções, o que acentua as críticas a um comportamento pouco produtivo na área de pesquisa, com dúvidas em relação à formação de novos licenciados, contrastando paradoxalmente com um mercado de trabalho tecnologicamente exigente e seletivo. Então o que estamos aprendendo? O que estamos ensinando? Neste momento de grandes mudanças e expansão de novas vagas no ensino superior, poderia significar a princípio uma abertura de novas oportunidades para grupos sociais que só assistiam, sem participar, de uma educação elitizada e privilegiada para poucos no ensino superior. Mas que ensino é este e sob quais condições ele se revela? Como os novos profissionais da docência estão percebendo essas mudanças e interagindo com elas?. Nossa abordagem acentua algumas influências e reflexões sobre a proliferação de novas IES, formação docente e mercado de trabalho, procurando entender essa dinâmica, que, no mesmo tempo que nos oferta novas expectativas de promoção social e intelectual, suscita novas interrogações de seus propósitos qualitativos.
PALAVRAS CHAVE: Educação-Ensino-Formação-Mudanças-Docência
PALAVRAS CHAVE: Educação-Ensino-Formação-Mudanças-Docência
1 – INTRODUÇÃO
A Educação do Ensino Superior nos últimos anos tem assumido uma série de questionamentos sobre os modelos que adota para gerir a educação. Nunca se discutiu tanto o papel do educador e a real legitimidade das IES no processo de expansão e oferta de cursos de Graduação.
Com as inovações tecnológicas e com as transformações ocorridas a partir do advento da globalização, passou a existir uma procura acirrada por qualificação e por formação acadêmica, pois, estes passaram a ser entendidos como elos fundamentais para admissão profissional.
A partir desta grande procura houve um grande surgimento de universidades e IES no Brasil como um todo, havendo uma abertura nos mercados para o exercício profissional docente. No entanto, apesar desta grande oferta e dos benefícios que são propostos, ainda acentua-se a desvalorização profissional, resquícios do processo histórico amargo da Educação Brasileira.
Assim, observa-se a introdução de um novo olhar, de uma nova discussão no cenário da Educação Superior acerca da profissão docente, onde este passa a refletir muito mais sobre a sua identidade, na tentativa de conhecer-se e viabilizar metodologias de atuação no atual cenário da Educação, o qual desponta intimamente fundamentado em mudanças tecnocientifícas.
No atual cenário, observa-se muito mais a profissão docente atrelada à busca pela certificação, uma vez que este tem sido um grande propulsor no que se refere à empregabilidade.
Neste âmbito, este texto projeta-se a partir de uma discussão a respeito do desenvolvimento educacional no Ensino Superior, interligado a nova Tendência Educacional que passa a ser compreendida no contexto da Pesquisa, questionando suas práticas e avaliando a importância do aprender e do ensinar no contexto sócio transformador a que se destina.
Em linhas de desenvolvimento também discute-se o processo de formação docente no cenário da Educação Superior, principalmente ao que tange a área do exercício profissional na atual conjuntura dos mercados.
Desta forma, espera-se contribuir para desencadear reflexões a respeito da temática de modo a viabilizar produções e estudos na área.
A Educação do Ensino Superior nos últimos anos tem assumido uma série de questionamentos sobre os modelos que adota para gerir a educação. Nunca se discutiu tanto o papel do educador e a real legitimidade das IES no processo de expansão e oferta de cursos de Graduação.
Com as inovações tecnológicas e com as transformações ocorridas a partir do advento da globalização, passou a existir uma procura acirrada por qualificação e por formação acadêmica, pois, estes passaram a ser entendidos como elos fundamentais para admissão profissional.
A partir desta grande procura houve um grande surgimento de universidades e IES no Brasil como um todo, havendo uma abertura nos mercados para o exercício profissional docente. No entanto, apesar desta grande oferta e dos benefícios que são propostos, ainda acentua-se a desvalorização profissional, resquícios do processo histórico amargo da Educação Brasileira.
Assim, observa-se a introdução de um novo olhar, de uma nova discussão no cenário da Educação Superior acerca da profissão docente, onde este passa a refletir muito mais sobre a sua identidade, na tentativa de conhecer-se e viabilizar metodologias de atuação no atual cenário da Educação, o qual desponta intimamente fundamentado em mudanças tecnocientifícas.
No atual cenário, observa-se muito mais a profissão docente atrelada à busca pela certificação, uma vez que este tem sido um grande propulsor no que se refere à empregabilidade.
Neste âmbito, este texto projeta-se a partir de uma discussão a respeito do desenvolvimento educacional no Ensino Superior, interligado a nova Tendência Educacional que passa a ser compreendida no contexto da Pesquisa, questionando suas práticas e avaliando a importância do aprender e do ensinar no contexto sócio transformador a que se destina.
Em linhas de desenvolvimento também discute-se o processo de formação docente no cenário da Educação Superior, principalmente ao que tange a área do exercício profissional na atual conjuntura dos mercados.
Desta forma, espera-se contribuir para desencadear reflexões a respeito da temática de modo a viabilizar produções e estudos na área.
I – CENÁRIOS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR
Mudanças profundas no setor de educação estão começando a ocorrer no cenário brasileiro e a maioria das IES ainda não está preparada para tal mudança. Atender um público heterogêneo dentro de um o novo perfil de aluno, definindo e planejando ações que interferem nesse público e sustentar-se em um mercado em mutação, não é tarefa fácil.
Se de um lado os contornos dos possíveis cenários que podem vir a ocorrer não estejam ainda muito claros, por outro não restam dúvidas de que a educação como um todo, e a educação superior e profissional em particular, deixou de ser sinônimo de um conjunto de instituições – agindo de forma mais ou menos coordenada ou estável - para se tornar um setor em expansão: uma ‘área de negócios’, como preferem alguns. Atraindo recursos, gerando oportunidades, ampliando e diversificando seus ‘produtos’ e ‘serviços’, preocupando-se com seus clientes e suas necessidades diferenciadas e investindo em marketing, em ‘marcas’, em qualidade.
Nesta nova dinâmica, o fato mais marcante refere-se à expansão do acesso ao ensino superior em escala mundial ao longo da última década. A UNESCO, tendo por base a análise do comportamento deste setor no decorrer dos últimos anos, afirma:
A experiência comum de numerosos países é que o ensino superior não é mais uma pequena parcela especializada ou esotérica da vida de um país. Ele se encontra no próprio coração das atividades da sociedade, é um elemento essencial do bem-estar econômico de um país ou região, um parceiro estratégico do setor do comercio e da indústria, dos poderes públicos, assim como das organizações internacionais. (UNESCO, 1999. Pág. 246)
A necessidade de aprendizagem permanente passa a ser necessária para a vida profissional e, além disso, começa a ocupar lugar de destaque na esfera cultural passando a ser identificada como símbolo de status social: estar constantemente em processo de formação, de aprendizagem, indica a preocupação com o futuro, significa estar em ‘movimento’, estar ‘antenado’. Esta tendência dinamiza todo um conjunto de modalidades de cursos, que passam pelos cursos livres e chegam às pós-graduações (lato e stricto sensu).
Neste cenário a educação é valorizada como nunca fora antes, e não apenas por questões econômicas, mas também por possibilitar a perpetuação e transferência dos valores nobres da humanidade. Por isso, conteúdos humanistas são estimulados, ainda que não possuam uma aplicabilidade prática imediata nos sistemas produtivos.
A educação cresce em importância e continua sendo a principal força motriz da inovação e competitividade dos países. Imensos investimentos são feitos pelas nações tendo em vista melhorar o patamar educacional de sua população, mas a idéia predominante neste cenário é que a globalização avança dominada pela idéia da expansão sem freios do capitalismo. A regulação essencial é a que visa organizar a concorrência, não permitindo que um ator tire vantagens sobre os demais.
Há uma corrida mundial por diplomas e certificados, e cidadãos investem pesadamente na melhoria de seus patamares educativos individuais sob pena de ficarem definitivamente excluídos dos mercados de trabalho existentes.
A chegada de um novo modelo no ensino superior brasileiro é recebida com otimismo por alguns especialistas como Simon Schwartzman e analistas como Claudio de Moura Castro, que entendem que o novo momento traz o germe da efetiva transformação, podendo tornar o sistema “muito mais adequado e justo do ponto de vista social”. O que não quer dizer livre de riscos e de retrocessos, dependendo do caminho que venha a ser trilhado no futuro.
Mudanças profundas no setor de educação estão começando a ocorrer no cenário brasileiro e a maioria das IES ainda não está preparada para tal mudança. Atender um público heterogêneo dentro de um o novo perfil de aluno, definindo e planejando ações que interferem nesse público e sustentar-se em um mercado em mutação, não é tarefa fácil.
Se de um lado os contornos dos possíveis cenários que podem vir a ocorrer não estejam ainda muito claros, por outro não restam dúvidas de que a educação como um todo, e a educação superior e profissional em particular, deixou de ser sinônimo de um conjunto de instituições – agindo de forma mais ou menos coordenada ou estável - para se tornar um setor em expansão: uma ‘área de negócios’, como preferem alguns. Atraindo recursos, gerando oportunidades, ampliando e diversificando seus ‘produtos’ e ‘serviços’, preocupando-se com seus clientes e suas necessidades diferenciadas e investindo em marketing, em ‘marcas’, em qualidade.
Nesta nova dinâmica, o fato mais marcante refere-se à expansão do acesso ao ensino superior em escala mundial ao longo da última década. A UNESCO, tendo por base a análise do comportamento deste setor no decorrer dos últimos anos, afirma:
A experiência comum de numerosos países é que o ensino superior não é mais uma pequena parcela especializada ou esotérica da vida de um país. Ele se encontra no próprio coração das atividades da sociedade, é um elemento essencial do bem-estar econômico de um país ou região, um parceiro estratégico do setor do comercio e da indústria, dos poderes públicos, assim como das organizações internacionais. (UNESCO, 1999. Pág. 246)
A necessidade de aprendizagem permanente passa a ser necessária para a vida profissional e, além disso, começa a ocupar lugar de destaque na esfera cultural passando a ser identificada como símbolo de status social: estar constantemente em processo de formação, de aprendizagem, indica a preocupação com o futuro, significa estar em ‘movimento’, estar ‘antenado’. Esta tendência dinamiza todo um conjunto de modalidades de cursos, que passam pelos cursos livres e chegam às pós-graduações (lato e stricto sensu).
Neste cenário a educação é valorizada como nunca fora antes, e não apenas por questões econômicas, mas também por possibilitar a perpetuação e transferência dos valores nobres da humanidade. Por isso, conteúdos humanistas são estimulados, ainda que não possuam uma aplicabilidade prática imediata nos sistemas produtivos.
A educação cresce em importância e continua sendo a principal força motriz da inovação e competitividade dos países. Imensos investimentos são feitos pelas nações tendo em vista melhorar o patamar educacional de sua população, mas a idéia predominante neste cenário é que a globalização avança dominada pela idéia da expansão sem freios do capitalismo. A regulação essencial é a que visa organizar a concorrência, não permitindo que um ator tire vantagens sobre os demais.
Há uma corrida mundial por diplomas e certificados, e cidadãos investem pesadamente na melhoria de seus patamares educativos individuais sob pena de ficarem definitivamente excluídos dos mercados de trabalho existentes.
A chegada de um novo modelo no ensino superior brasileiro é recebida com otimismo por alguns especialistas como Simon Schwartzman e analistas como Claudio de Moura Castro, que entendem que o novo momento traz o germe da efetiva transformação, podendo tornar o sistema “muito mais adequado e justo do ponto de vista social”. O que não quer dizer livre de riscos e de retrocessos, dependendo do caminho que venha a ser trilhado no futuro.
II – PROFISSÃO DOCENTE NO ENSINO SUPERIOR
A docência tem sido colocada em questão com grande ênfase no meio acadêmico ao se referir ao ensino da Educação Básica, no sentido de enfatizar melhorias para o quadro educacional atual, pois, entende-se que o processo educacional é um ciclo que depende de diversos fatores, dentre eles a formação.
Neste sentido, emerge um novo paradigma, referente ao professor de nível superior, pois os professores da Educação Básica necessitam cada vez mais de qualificação para atenderem as demandas sociais e os professores do nível superior por sua vez necessitam de formação para serem esses formadores.
A formação da profissão docente do ensino superior segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei nº 9.394/96 deve ser promovida “prioritariamente em nível de mestrado e dourado”, regulamentação que ocasionou diversos questionamentos, pois a obtenção de títulos em uma determinada área, não determina que o professor domine as diversas metodologias e técnicas que permeiam os saberes no processo ensino aprendizagem, seja ele na sala de aula ou em outros espaços.
Como afirma Pimenta e Anastasiou (2002) “[...] há certo consenso de que a docência no ensino superior não requer formação no campo do ensinar. Para ela seria suficiente o domínio de conhecimentos específicos, pois o que identifica é a pesquisa e/ou o exercício profissional no campo [...]”
Ainda que as ações de pesquisa sejam motivadas pela curiosidade, a pesquisa no meio acadêmico assume vários papeis, ou seja, cada pessoa traz consigo um entendimento diferente de acordo com sua visão de mundo. O formato educacional brasileiro padronizado e conteudista ainda mantém práticas que não contemplam uma linha de investigação desejável de pesquisa, tudo é muito parcelado, reduzido e limitado.
Construir novas teses, fundamentar novas discussões dos currículos atuais, pressupõe uma nova postura na forma de buscar essas informações. Não é a pesquisa pela pesquisa, mas o seu valor enquanto mecanismo de autonomia e de transformação social.
Os pressupostos que envolvem a busca por diversos saberes atravessam fronteiras que longe de se estabelecer uma condição para essa ou aquela pessoa, todos indiscriminadamente buscam novas formas de interagir com o mundo seja na educação formal ou de natureza empírica.
É oportuno refletir neste enfoque a realidade da dimensão docente no Brasil que, dito por muitos professores em pesquisa nacional, segundo Tânia Zagury em Professor Refém, os professores estão acuados por um sistema contaminados de distorções e reféns de um tempo que não possuem para participarem de cursos de aperfeiçoamento e/ou formações complementares às suas atividades.
A visão histórica e cultural em conceituar a Educação sobe o foco do Ensino tem origens nas séries iniciais da Educação Básica e por isso carregam a gênese das distorções verificadas nas universidades. É como a nascente de um rio em que suas águas buscam contornar obstáculos à sua trajetória, mas ao longo deste percurso são contaminadas por vários elementos desviantes à sua constituição.
O docente do ensino superior caracteriza-se pela sua atuação nos campos de pesquisa, extensão, desenvolvimento de projetos, obras autorais divulgadas e pela sua característica peculiar de promover o exercício da reflexão entre ciência, sociedade e educação no seu contato com os alunos formadores, ou seja, lidar, contribuir para formação de opiniões junto aos profissionais que irão atuar no campo de trabalho, seja ele na área educacional ou não, pois sabemos que a educação está presente nos diversos meios e relações onde há o contato humano.
III - CONSIDERAÇÕES FINAIS
O atual Cenário ainda é confuso na Educação Superior, pois novas mudanças ainda virão dentro deste contexto.
Desta forma, o profissional docente passa a ser um profissional que deve estar em constante processo de aprendizagem, buscando qualificação e requalificação para que possam acompanhar as inovações que ocorrem em grande velocidade, e se tornem profissionais críticos capazes de promover e transformar a atual realidade.
REFERÊNCIAS
PIMENTA, Selma Garrido e ANASTASIOU, L. Docência no Ensino Superior. Cortez Editora,2002.
UNESCO – O Ensino Superior no Século XXI – Visão e Ações – Documento de Trabalho. Paris, outubro de 1998. In:Tendências da Educação Superior para o Século XXI . Brasília: UNESCO / CRUB, 1999. Pág. 246)
ZAGURY, Tânia. Professor Refém. Record, 2008.
A docência tem sido colocada em questão com grande ênfase no meio acadêmico ao se referir ao ensino da Educação Básica, no sentido de enfatizar melhorias para o quadro educacional atual, pois, entende-se que o processo educacional é um ciclo que depende de diversos fatores, dentre eles a formação.
Neste sentido, emerge um novo paradigma, referente ao professor de nível superior, pois os professores da Educação Básica necessitam cada vez mais de qualificação para atenderem as demandas sociais e os professores do nível superior por sua vez necessitam de formação para serem esses formadores.
A formação da profissão docente do ensino superior segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei nº 9.394/96 deve ser promovida “prioritariamente em nível de mestrado e dourado”, regulamentação que ocasionou diversos questionamentos, pois a obtenção de títulos em uma determinada área, não determina que o professor domine as diversas metodologias e técnicas que permeiam os saberes no processo ensino aprendizagem, seja ele na sala de aula ou em outros espaços.
Como afirma Pimenta e Anastasiou (2002) “[...] há certo consenso de que a docência no ensino superior não requer formação no campo do ensinar. Para ela seria suficiente o domínio de conhecimentos específicos, pois o que identifica é a pesquisa e/ou o exercício profissional no campo [...]”
Ainda que as ações de pesquisa sejam motivadas pela curiosidade, a pesquisa no meio acadêmico assume vários papeis, ou seja, cada pessoa traz consigo um entendimento diferente de acordo com sua visão de mundo. O formato educacional brasileiro padronizado e conteudista ainda mantém práticas que não contemplam uma linha de investigação desejável de pesquisa, tudo é muito parcelado, reduzido e limitado.
Construir novas teses, fundamentar novas discussões dos currículos atuais, pressupõe uma nova postura na forma de buscar essas informações. Não é a pesquisa pela pesquisa, mas o seu valor enquanto mecanismo de autonomia e de transformação social.
Os pressupostos que envolvem a busca por diversos saberes atravessam fronteiras que longe de se estabelecer uma condição para essa ou aquela pessoa, todos indiscriminadamente buscam novas formas de interagir com o mundo seja na educação formal ou de natureza empírica.
É oportuno refletir neste enfoque a realidade da dimensão docente no Brasil que, dito por muitos professores em pesquisa nacional, segundo Tânia Zagury em Professor Refém, os professores estão acuados por um sistema contaminados de distorções e reféns de um tempo que não possuem para participarem de cursos de aperfeiçoamento e/ou formações complementares às suas atividades.
A visão histórica e cultural em conceituar a Educação sobe o foco do Ensino tem origens nas séries iniciais da Educação Básica e por isso carregam a gênese das distorções verificadas nas universidades. É como a nascente de um rio em que suas águas buscam contornar obstáculos à sua trajetória, mas ao longo deste percurso são contaminadas por vários elementos desviantes à sua constituição.
O docente do ensino superior caracteriza-se pela sua atuação nos campos de pesquisa, extensão, desenvolvimento de projetos, obras autorais divulgadas e pela sua característica peculiar de promover o exercício da reflexão entre ciência, sociedade e educação no seu contato com os alunos formadores, ou seja, lidar, contribuir para formação de opiniões junto aos profissionais que irão atuar no campo de trabalho, seja ele na área educacional ou não, pois sabemos que a educação está presente nos diversos meios e relações onde há o contato humano.
III - CONSIDERAÇÕES FINAIS
O atual Cenário ainda é confuso na Educação Superior, pois novas mudanças ainda virão dentro deste contexto.
Desta forma, o profissional docente passa a ser um profissional que deve estar em constante processo de aprendizagem, buscando qualificação e requalificação para que possam acompanhar as inovações que ocorrem em grande velocidade, e se tornem profissionais críticos capazes de promover e transformar a atual realidade.
REFERÊNCIAS
PIMENTA, Selma Garrido e ANASTASIOU, L. Docência no Ensino Superior. Cortez Editora,2002.
UNESCO – O Ensino Superior no Século XXI – Visão e Ações – Documento de Trabalho. Paris, outubro de 1998. In:Tendências da Educação Superior para o Século XXI . Brasília: UNESCO / CRUB, 1999. Pág. 246)
ZAGURY, Tânia. Professor Refém. Record, 2008.
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