O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DOS SABERES DOCENTES DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO SUPERIOR EM INICIO DE CARREIRA
Pós-Graduandas – Fama/2009
Maria Tereza do Nascimento Bentes
Rosana do Carmo Magalhães da Silva
Sarita Thomaz Camillo
Resumo
Neste estudo, procuramos compreender o processo de construção dos saberes docentes dos professores universitários em início de carreira sob as influências dos contextos institucional e social. A sustentabilidade do ensino superior provoca a reflexão sobre os saberes docentes e autonomia dos professores, pela qual o professor é comparado a um artesão, aquele que dar formas a matéria, esculpindo a peça criando a perfeição. Então o sentido da docência encontra-se na humanidade. O destaque é para a intensidade e da natureza do processo de internacionalização do ensino superior e se este será regulado como um bem público ou com um sentido público, ou se será tratado como uma mercadoria. Os principais condicionantes e cenários do ensino superior no Brasil procura articular um contexto macro (econômico, político, tecnológico, social, cultural, etc.) com as especificidades deste campo. O estudo revelou que os professores constroem os saberes da docência universitária ao longo de suas trajetórias pessoal-profissionais, nas experiências do mundo social vivido, nas relações com os alunos, com o meio sócio profissional e nas relações didático-pedagógicas no contexto das situações de ensino aprendizagem. Esses saberes se configuram a partir das demandas da prática educativa e do contexto sócio-institucional, orientando e fundamentando a prática docente, constituindo a especificidade de ser professor.
‘Palavras-chaves: Saberes docentes – Globalização - Carreira docente
Introdução
A sociedade passa por um processo de construção dos saberes docentes dos professores levando em conta as mudanças quando se imagina os cenários mundiais focalizados no ensino superior. No plano internacional é que as transformações estruturais em curso nas duas últimas décadas parecem provocar uma ampla reestruturação e reorganização da economia e das relações políticas mundiais. Evidentemente não é tão simples como parece, o processo é bem complexo e exige compromisso de todos no seu desenvolvimento, até porque as organizações são formadas por públicos diversificados e, com tal exigência compreensão macros desses sujeitos sociais e do macro ambiental em que estão inseridos. É preciso antes de tudo conhecer o processo de existência da organização, sua finalidade, seu pressuposto e seu objetivo, sedimentando uma cultura interna com vista a dar vida a esse micro sistema. Autor Campos (2007) fala sobre uma sociedade contemporânea que necessita de professores capazes de formar em nossos alunos um pensamento critico. E, profissionais com desempenho e qualidades para a formação de aluno, mais centrado na realidade cultural e social. É preciso pensar um sistema que possibilite ao sujeito o respeito ao tempo e ao espaço dele na sociedade.
Os Rumos da construção de saberes da Educação Superior no Mundo Globalizado
Os seres Humanos com o caminhar do tempo tiveram, a necessidades de se organizarem para receber informações e conhecimento para a formação de uma cultura mais social, trazendo assim o processo de socialização facilitando uma reprodução social.Mas com o crescimento do mercado passa-se a determinar conceitos e temos o enfraquecimento dos estados nacionais valendo só a lei que o mercado nos impõe.
O mercado é o centro de todas as coisas como a produção global e o capitalismo financeiro temos assim o neoliberalismo,o mercado se determina buscando melhores locais para a valorização envolvendo dinheiro, milhões assim como vamos considerar que vivemos na era de uma sociedade do conhecimento. Crescente disponibilidade de novas tecnologias para a educação e crescimento da educação a distância A tendência da aceleração da produção científica e tecnológica traz conseqüências diretas também para a forma como a educação vem se realizando (dentro e fora das salas de aula). Estas são percebidas, em primeiro lugar, pela facilitação ao processo de internacionalização do ensino, em segundo lugar pela presença de novas tecnologias no processo ensino aprendizagem e em terceiro lugar pela criação de novas metodologias, incluindo o ensino a distância que, a cada dia, torna-se mais interativo, rompendo as barreiras de isolamento pelas quais tanto foi criticado.
O Ensino Superior no Brasil - Condicionantes, Tendências e Cenários para o futuro.
A abordagem exploratória de Cláudio Porto e Carla Régnier neste estudo observa que mapear futuros possíveis e prováveis para o ensino superior no mundo, e sobretudo no Brasil visando subsidiar ao debate em torno do tema e também formulação da educação secundária no país.
Nele está incorporada toda a experiência em estudos e projetos de cenários e planejamento estratégico (inclusive instituições de ensino superior).
Aborda o ensino superior numa perspectiva mundial, tentando identificar e destacar tendências de transformação, condicionantes e incertezas que conformarão à trajetória deste campo nos próximos 22 anos. Destaca-se para a intensidade e natureza do processo de internacionalização do ensino superior e se este será regulado como um bem público ou será tratado como mercadoria.
O cenário que vivemos se destaca da seguinte ferramenta cognitiva que descreve uma determinada estória sobre amaneira como o mundo ou parte dele poderá se transformar no futuro,partindo do momento presente e chegando a um determinado horizonte. Os Cenários com mais possibilidades de ocorrência da realidade visando reduzir a inevitável incerteza frente ao futuro sem cair no determinismo.Surgem novos arranjos institucionais a criação de universidades Virtuais para a formação de ensino a distância em consórcios para a atuação tanto no EAD, quanto no ensino presencial é uma tendência que começa a tomar vulto internacionalmente.
Novos arranjos institucionais – a criação de universidades virtuais e a formação de consórcios. Mas a formação de consórcios (regionais, nacionais e até mesmo globais) não se restringe ao EAD, ao contrário eles vão muito além, atingindo tanto o desenvolvimento de pesquisas quanto o intercâmbio de estudantes em programas tradicionais de formação.
Aceleração da produção científica e tecnológica e mudança do padrão de competitividade das nações. Neste sentido, o diferencial de competitividade tende a depender, cada vez menos, da abundância de recursos naturais e energia barata, assim como de mão-de-obra de baixo custo.
Contudo, no Brasil o Ensino Superior Público apresenta-se no cenário de ensino qualitativamente elevado em relação ao setor privado, porém tendo ainda algumas dificuldades no contexto macro econômico, político,tecnológico,social,cultural,etc.As Universidades Privadas já assumem muitas vezes o papel de assumir a responsabilidade de qualificar o aluno para o mercado de trabalho exigente, tratando como uma certificação em que o aluno está em busca de sua qualificação profissional .
Focalização no Ensino Superior
Neste cenário a educação é valorizada como nunca fora antes, e não apenas por questões econômicas, mas também por possibilitar a perpetuação e transferência dos valores nobres da humanidade. Por isso, conteúdos humanistas são estimulados, ainda que não possuam uma aplicabilidade prática imediata nos sistemas produtivos. A educação cresce em importância e continua sendo a principal força motriz da inovação e competitividade dos países. Imensos investimentos são feitos pelas nações tendo em vista melhorar o patamar educacional de sua população. No entanto, a preocupação com a transferência das tecnologias educacionais ou com a melhoria da qualificação dos professores locais não é a tônica, ficando estas iniciativas a cargo de negociações específicas que podem ou não serem bem sucedidas. Mas o que ocorre é que a prática geral de a simples tradução de grades curriculares e material didático (visando ganhos de escala e redução de tempos) levam as grandes perdas do patrimônio cultural das localidades, uma vez que a ênfase é na padronização dos processos de ensino aprendizagem ao redor do mundo.
O Macro-Ambiente
Um balanço recente das transformações econômicas e políticas no Brasil, que vem atravessando, nas últimas décadas, um processo combinado de modernização econômica e abertura externa com estabilidade econômica que, não obstante, tem provocado uma indesejável e persistente retração da economia nacional. Por outro lado, o “novo” governo está empenhado na aceleração das reformas não concluídas pelo governo passado, particularmente a reforma da Previdência – para reduzir o déficit fiscal e permitir uma recuperação da capacidade de poupança interna – a tributária – para moderar o Custo Brasil que decorre, dentre outros fatores, da elevada carga e, principalmente, dos impostos em cascata – e a trabalhista – para flexibilizar a legislação e reduzir a rigidez dos acordos de trabalho que inibem a formalização dos empregos.
Os Fundamentos dos Cenários Condicionantes do Futuro
Tendo por base todos os fatos, tendências e mudanças expostas até aqui, fica evidente que o ambiente de atuação do ensino superior e o próprio modo de conceituar este nível de educação estão passando por transformações de natureza e grau tão profundos que apontam para uma quebra de paradigmas com conseqüências ainda não de todo vislumbradas.
Conclusão
Nesta linha de estudo verificamos grande maioria das instituições privadas e particulares,para conseguirem sobreviver em um ambiente econômico instável e muitas vezes recessivo, e sem fontes de financiamento confiava ou de longo prazo priorizam a redução de custos, o que se traduz na operação com estruturas muito enxutas, altas relações de docente e funcionário por aluno, turmas bastante ampliadas, entre outras. Com isso conseguem baixar seus preços, com conseqüências sobre a qualidade sistêmica, mas isso acaba por permitir o ingresso de alunos das classes C e D nesse nível de ensino. O resultado é uma abertura implantada de maneira drástica e pouco negociada, ao invés de gradual e participativa. Assim, por volta de 2008, o ensino superior brasileiro começa a ser ajustado para subordinar-se fundamentalmente à lógica do mercado, com a implantação de um novo marco regulatório. A exigência de adoção de ações afirmativas, via estabelecimento de cotas, a populações em situação de desvantagem (egressos do ensino público, negros, índios, etc.) que foi a tônica no inicio do período, tendo sido inclusive implanta em algumas instituições pontuais, acaba caindo por terra, em parte devido à impossibilidade de fiscalização, e em parte devido às resistências dos grupos que se sentiram prejudicados pelas mesmas. As universidades tornam-se absolutamente livres para decidir os quantos irão investir em pesquisas, mas não há uma cobrança sistemática e nem um acompanhamento da qualidade dos trabalhos realizados.
Referencias Bibliográficas
Campos,Casemiro de Medeiros. Saberes docentes e autonomia dos professores.Petropolis. Rio de Janeiro;2007
Castro, Cláudio Moura. Educação Brasileira – consertos e remendos. Rio de Janeiro: Rocco; 1995
Castro, Cláudio de Moura. Ensino Superior: o desafio de andar para a frente. In: O Ensino Superior em Transformação. Org. Eunice Ribeiro Durham e Helena Sampaio. São Paulo: Núcleo de Pesquisa sobre o Ensino Superior (Nupes) / USP, 2001
Porto, Claudio; Nascimento, Elimar; Buarque, Sérgio. Cinco Cenários para o Brasil 2001-2003. Rio de Janeiro: Nórdica, 2001.
Régnier, Karla. Educação, Trabalho e Emprego numa perspectiva global. In: Boletim Técnico do Senac, vol. 23, n. 1, jan./abr. 1997
Régnier, Karla; Arroio, Ana. O Novo Mundo do Trabalho: Oportunidades e Desafios. Macroplan. Alertas do Futuro, n. 6. Abril de 2001
Régnier, Karla; Caruso, Luis Antônio; Tigre, Paulo. Pesquisa e Desenvolvimento no SENAI: impactos na indústria e na educação profissional. Montevideo: Cinterfor. Papeles de la Oficina Técnica, 11
Pós-Graduandas – Fama/2009
Maria Tereza do Nascimento Bentes
Rosana do Carmo Magalhães da Silva
Sarita Thomaz Camillo
Resumo
Neste estudo, procuramos compreender o processo de construção dos saberes docentes dos professores universitários em início de carreira sob as influências dos contextos institucional e social. A sustentabilidade do ensino superior provoca a reflexão sobre os saberes docentes e autonomia dos professores, pela qual o professor é comparado a um artesão, aquele que dar formas a matéria, esculpindo a peça criando a perfeição. Então o sentido da docência encontra-se na humanidade. O destaque é para a intensidade e da natureza do processo de internacionalização do ensino superior e se este será regulado como um bem público ou com um sentido público, ou se será tratado como uma mercadoria. Os principais condicionantes e cenários do ensino superior no Brasil procura articular um contexto macro (econômico, político, tecnológico, social, cultural, etc.) com as especificidades deste campo. O estudo revelou que os professores constroem os saberes da docência universitária ao longo de suas trajetórias pessoal-profissionais, nas experiências do mundo social vivido, nas relações com os alunos, com o meio sócio profissional e nas relações didático-pedagógicas no contexto das situações de ensino aprendizagem. Esses saberes se configuram a partir das demandas da prática educativa e do contexto sócio-institucional, orientando e fundamentando a prática docente, constituindo a especificidade de ser professor.
‘Palavras-chaves: Saberes docentes – Globalização - Carreira docente
Introdução
A sociedade passa por um processo de construção dos saberes docentes dos professores levando em conta as mudanças quando se imagina os cenários mundiais focalizados no ensino superior. No plano internacional é que as transformações estruturais em curso nas duas últimas décadas parecem provocar uma ampla reestruturação e reorganização da economia e das relações políticas mundiais. Evidentemente não é tão simples como parece, o processo é bem complexo e exige compromisso de todos no seu desenvolvimento, até porque as organizações são formadas por públicos diversificados e, com tal exigência compreensão macros desses sujeitos sociais e do macro ambiental em que estão inseridos. É preciso antes de tudo conhecer o processo de existência da organização, sua finalidade, seu pressuposto e seu objetivo, sedimentando uma cultura interna com vista a dar vida a esse micro sistema. Autor Campos (2007) fala sobre uma sociedade contemporânea que necessita de professores capazes de formar em nossos alunos um pensamento critico. E, profissionais com desempenho e qualidades para a formação de aluno, mais centrado na realidade cultural e social. É preciso pensar um sistema que possibilite ao sujeito o respeito ao tempo e ao espaço dele na sociedade.
Os Rumos da construção de saberes da Educação Superior no Mundo Globalizado
Os seres Humanos com o caminhar do tempo tiveram, a necessidades de se organizarem para receber informações e conhecimento para a formação de uma cultura mais social, trazendo assim o processo de socialização facilitando uma reprodução social.Mas com o crescimento do mercado passa-se a determinar conceitos e temos o enfraquecimento dos estados nacionais valendo só a lei que o mercado nos impõe.
O mercado é o centro de todas as coisas como a produção global e o capitalismo financeiro temos assim o neoliberalismo,o mercado se determina buscando melhores locais para a valorização envolvendo dinheiro, milhões assim como vamos considerar que vivemos na era de uma sociedade do conhecimento. Crescente disponibilidade de novas tecnologias para a educação e crescimento da educação a distância A tendência da aceleração da produção científica e tecnológica traz conseqüências diretas também para a forma como a educação vem se realizando (dentro e fora das salas de aula). Estas são percebidas, em primeiro lugar, pela facilitação ao processo de internacionalização do ensino, em segundo lugar pela presença de novas tecnologias no processo ensino aprendizagem e em terceiro lugar pela criação de novas metodologias, incluindo o ensino a distância que, a cada dia, torna-se mais interativo, rompendo as barreiras de isolamento pelas quais tanto foi criticado.
O Ensino Superior no Brasil - Condicionantes, Tendências e Cenários para o futuro.
A abordagem exploratória de Cláudio Porto e Carla Régnier neste estudo observa que mapear futuros possíveis e prováveis para o ensino superior no mundo, e sobretudo no Brasil visando subsidiar ao debate em torno do tema e também formulação da educação secundária no país.
Nele está incorporada toda a experiência em estudos e projetos de cenários e planejamento estratégico (inclusive instituições de ensino superior).
Aborda o ensino superior numa perspectiva mundial, tentando identificar e destacar tendências de transformação, condicionantes e incertezas que conformarão à trajetória deste campo nos próximos 22 anos. Destaca-se para a intensidade e natureza do processo de internacionalização do ensino superior e se este será regulado como um bem público ou será tratado como mercadoria.
O cenário que vivemos se destaca da seguinte ferramenta cognitiva que descreve uma determinada estória sobre amaneira como o mundo ou parte dele poderá se transformar no futuro,partindo do momento presente e chegando a um determinado horizonte. Os Cenários com mais possibilidades de ocorrência da realidade visando reduzir a inevitável incerteza frente ao futuro sem cair no determinismo.Surgem novos arranjos institucionais a criação de universidades Virtuais para a formação de ensino a distância em consórcios para a atuação tanto no EAD, quanto no ensino presencial é uma tendência que começa a tomar vulto internacionalmente.
Novos arranjos institucionais – a criação de universidades virtuais e a formação de consórcios. Mas a formação de consórcios (regionais, nacionais e até mesmo globais) não se restringe ao EAD, ao contrário eles vão muito além, atingindo tanto o desenvolvimento de pesquisas quanto o intercâmbio de estudantes em programas tradicionais de formação.
Aceleração da produção científica e tecnológica e mudança do padrão de competitividade das nações. Neste sentido, o diferencial de competitividade tende a depender, cada vez menos, da abundância de recursos naturais e energia barata, assim como de mão-de-obra de baixo custo.
Contudo, no Brasil o Ensino Superior Público apresenta-se no cenário de ensino qualitativamente elevado em relação ao setor privado, porém tendo ainda algumas dificuldades no contexto macro econômico, político,tecnológico,social,cultural,etc.As Universidades Privadas já assumem muitas vezes o papel de assumir a responsabilidade de qualificar o aluno para o mercado de trabalho exigente, tratando como uma certificação em que o aluno está em busca de sua qualificação profissional .
Focalização no Ensino Superior
Neste cenário a educação é valorizada como nunca fora antes, e não apenas por questões econômicas, mas também por possibilitar a perpetuação e transferência dos valores nobres da humanidade. Por isso, conteúdos humanistas são estimulados, ainda que não possuam uma aplicabilidade prática imediata nos sistemas produtivos. A educação cresce em importância e continua sendo a principal força motriz da inovação e competitividade dos países. Imensos investimentos são feitos pelas nações tendo em vista melhorar o patamar educacional de sua população. No entanto, a preocupação com a transferência das tecnologias educacionais ou com a melhoria da qualificação dos professores locais não é a tônica, ficando estas iniciativas a cargo de negociações específicas que podem ou não serem bem sucedidas. Mas o que ocorre é que a prática geral de a simples tradução de grades curriculares e material didático (visando ganhos de escala e redução de tempos) levam as grandes perdas do patrimônio cultural das localidades, uma vez que a ênfase é na padronização dos processos de ensino aprendizagem ao redor do mundo.
O Macro-Ambiente
Um balanço recente das transformações econômicas e políticas no Brasil, que vem atravessando, nas últimas décadas, um processo combinado de modernização econômica e abertura externa com estabilidade econômica que, não obstante, tem provocado uma indesejável e persistente retração da economia nacional. Por outro lado, o “novo” governo está empenhado na aceleração das reformas não concluídas pelo governo passado, particularmente a reforma da Previdência – para reduzir o déficit fiscal e permitir uma recuperação da capacidade de poupança interna – a tributária – para moderar o Custo Brasil que decorre, dentre outros fatores, da elevada carga e, principalmente, dos impostos em cascata – e a trabalhista – para flexibilizar a legislação e reduzir a rigidez dos acordos de trabalho que inibem a formalização dos empregos.
Os Fundamentos dos Cenários Condicionantes do Futuro
Tendo por base todos os fatos, tendências e mudanças expostas até aqui, fica evidente que o ambiente de atuação do ensino superior e o próprio modo de conceituar este nível de educação estão passando por transformações de natureza e grau tão profundos que apontam para uma quebra de paradigmas com conseqüências ainda não de todo vislumbradas.
Conclusão
Nesta linha de estudo verificamos grande maioria das instituições privadas e particulares,para conseguirem sobreviver em um ambiente econômico instável e muitas vezes recessivo, e sem fontes de financiamento confiava ou de longo prazo priorizam a redução de custos, o que se traduz na operação com estruturas muito enxutas, altas relações de docente e funcionário por aluno, turmas bastante ampliadas, entre outras. Com isso conseguem baixar seus preços, com conseqüências sobre a qualidade sistêmica, mas isso acaba por permitir o ingresso de alunos das classes C e D nesse nível de ensino. O resultado é uma abertura implantada de maneira drástica e pouco negociada, ao invés de gradual e participativa. Assim, por volta de 2008, o ensino superior brasileiro começa a ser ajustado para subordinar-se fundamentalmente à lógica do mercado, com a implantação de um novo marco regulatório. A exigência de adoção de ações afirmativas, via estabelecimento de cotas, a populações em situação de desvantagem (egressos do ensino público, negros, índios, etc.) que foi a tônica no inicio do período, tendo sido inclusive implanta em algumas instituições pontuais, acaba caindo por terra, em parte devido à impossibilidade de fiscalização, e em parte devido às resistências dos grupos que se sentiram prejudicados pelas mesmas. As universidades tornam-se absolutamente livres para decidir os quantos irão investir em pesquisas, mas não há uma cobrança sistemática e nem um acompanhamento da qualidade dos trabalhos realizados.
Referencias Bibliográficas
Campos,Casemiro de Medeiros. Saberes docentes e autonomia dos professores.Petropolis. Rio de Janeiro;2007
Castro, Cláudio Moura. Educação Brasileira – consertos e remendos. Rio de Janeiro: Rocco; 1995
Castro, Cláudio de Moura. Ensino Superior: o desafio de andar para a frente. In: O Ensino Superior em Transformação. Org. Eunice Ribeiro Durham e Helena Sampaio. São Paulo: Núcleo de Pesquisa sobre o Ensino Superior (Nupes) / USP, 2001
Porto, Claudio; Nascimento, Elimar; Buarque, Sérgio. Cinco Cenários para o Brasil 2001-2003. Rio de Janeiro: Nórdica, 2001.
Régnier, Karla. Educação, Trabalho e Emprego numa perspectiva global. In: Boletim Técnico do Senac, vol. 23, n. 1, jan./abr. 1997
Régnier, Karla; Arroio, Ana. O Novo Mundo do Trabalho: Oportunidades e Desafios. Macroplan. Alertas do Futuro, n. 6. Abril de 2001
Régnier, Karla; Caruso, Luis Antônio; Tigre, Paulo. Pesquisa e Desenvolvimento no SENAI: impactos na indústria e na educação profissional. Montevideo: Cinterfor. Papeles de la Oficina Técnica, 11
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