OLHARES SOBRE O ENSINO SUPERIOR: reflexões e proposições
Adriano Coutinho de Carvalho[1]
Elizete Soares de Lima[2]
RESUMO
Este trabalho traz uma breve exposição da análise feita pelos autores da função social que a universidade, seja pública, seja privada possui em nossa sociedade.
Palavra-chave: universidade e sociedade
INTRODUÇÃO
A Sociedade Brasileira acompanhando as mudanças e tendências mundiais em relação ao desenvolvimento sócio/econômico tornou-se um país que também tem como base o desenvolvimento tecnológico, assim, construindo uma sociedade de informação e tecnologia. As universidades públicas e privadas dentro desse contexto mundial e local tornam-se importantes agentes de mudança ou de manutenção da forma com a qual a sociedade compreende a educação, a própria sociedade (em uma visão ampla das relações sociais em todos os âmbitos), o desenvolvimento econômico e o processo político. É importante ressaltar o questionamento sobre a ação das universidades sobre esse contexto. Quem faz a universidade? Qual o papel da universidade na sociedade? O que a universidade tem feito para realizar seus objetivos e o que falta para que ela realize a sua função social?
A UNIVERSIDADE E SEUS ASPECTOS GERAIS
A universidade desde os primórdios teve como função basilar o desenvolvimento educacional ligado às necessidades de uma elite econômica, mas com o desenvolvimento das sociedades e com a ampliação do acesso ao ensino superior as universidades sofreram uma mudança de perspectiva e incluíram em seus objetivos o desenvolvimento social, científico e atuação no campo político. Porém, com o avanço do capitalismo e do sistema neoliberal a demanda do capital por mão de obra qualificada e alienada em relação ao processo e procedimentos de intervenção sobre a realidade das sociedades impregnou o ensino superior de pragmatismo econômico e tornou as universidades celeiros de qualificação técnica a nível superior deixando de lado o papel social e político. O resultado foi a formação de profissionais muitas vezes imensamente qualificados para exercer sua função profissional/técnica, entretanto, sem uma visão mais crítica da sua ação na sociedade. Pessoas formadas dessa forma podem contribuir para que a sociedade possa desenvolver mais e mais tecnologia, infelizmente essas pessoas também contribuem para que os donos do poder continuem donos do poder, pessoas assim não podem ser chamadas de cidadãs, pois não sabem exercer seus direitos e muitas vezes não fazem as suas obrigações. Pessoas assim acordam de manhã vestem-se para trabalhar, fazem suas atividades profissionais (somente o necessário para receberem seus salários no final de mês) e voltam para casa sem questionar-se porque existem tantas pessoas (crianças também) vendendo ou fazendo malabarismo nos sinais, não se questionam do motivo de tantas pessoas estarem morando nas ruas, não se questionam em relação aos motivos que levam as pessoas a colocarem grades e cercas elétricas em suas casas, eles não perguntam para si mesmos o porquê da natureza estar tão louca ou os motivos do mundo estar em uma crise, tampouco compreendem a crise. Pessoas assim podem ser “bons” profissionais, mas não são seres modificadores da realidade, não são atores da historia, ate mesmo da sua própria historia. E quando essas pessoas são exercem a pratica docente, o problema torna-se mais grave, pois os docentes são por sua posição, importantes formadores de opinião.
A universidade e transmissora, criadora, fomentadora, modificadora, critica do conhecimento que a humanidade possui e é a partir do conhecimento cientifico dialogando com as outras formas de conhecimento que as sociedades desenvolvem, mantém, modificam e melhoram a forma de pensar o mundo. Dessa forma como pensar a universidade?
A principio podemos falar que a universidade, infelizmente, e uma realidade distante da maioria das pessoas. No Brasil, apenas 5,69% da população tem nível superior e no Para os números são ainda menores. Os bairros nos quais a Universidade Federal do Para (Belém e Castanhal) esta situada são periféricos, com falta de saneamento básico, com índices elevados de criminalidade e baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Os moradores desses bairros quase não freqüentam a Universidade por que, apesar de serem vizinhos da instituição, estão longe da realidade e são ainda menores os números de moradores desses bairros que conseguem estudar na UFPA. Mas, a universidade, principalmente a publica, não e do povo? A Constituição, lei máxima do país, não garante acesso à educação publica e de qualidade para todos e todas?
nds sinaisu vazendo malabarismoionar-se porque existem tantas pessoas (crianças tambmais e mais tecnologiaPodemos falar que a universidade, infelizmente, é uma realidade distante da maioria das pessoas. No Brasil, apenas 5,69%[3] da população tem nível superior e no Pará os números são ainda menores. Os bairros nos quais a Universidade Federal do Pará (Belém e Castanhal) esta situada são periféricos, com falta de saneamento básico, com índices elevados de criminalidade e baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Os moradores desses bairros quase não freqüentam a Universidade por que, apesar de serem vizinhos da instituição, estão longe da realidade e são ainda menores os números de moradores desses bairros que conseguem estudar na UFPA. Mas, a universidade, principalmente a publica, não é do povo? A Constituição, lei máxima do país, não garante acesso à educação pública e de qualidade para todos e todas? Porém, a situação do Brasil não garante esse direito. Mas, esse não é esse debate que propomos com este trabalho, ainda assim, acreditamos ser interessante o exposto acima para compreendermos melhor as idéias que seguem. Para finalizar este ponto, queremos ressaltar que a universidade é formada por docentes, discentes e técnicos que trabalham na universidade, mas cada um dos brasileiros também faz parte da construção das universidades: a lavadeira que não terminou o ensino fundamental, os estudantes de graduação, o lavrador analfabeto o professor de doutorado, todos os trabalhadores e trabalhadores que utilizam seis meses de seu salário para pagarem impostos e assim contribuir para que existam universidades (principalmente as públicas). Por isso, as instituições de nível superior devem, por todos os que pagam impostos, principalmente por aqueles que nunca irão ser beneficiados diretamente pelas universidades, devolver o que lhes é de direito. Como a universidade pode fazer isso?
A Universidade pública ou privada é a instituição máxima de desenvolvimento educacional na qual se formam os profissionais do presente e do futuro, porém não podemos conceber a universidade como formadora apenas de mão de obra qualificada, mesmo porque historicamente a universidade tem tido um papel muito mais abrangente e importante. Na história brasileira, foram os jovens universitários que engrossaram as fileiras de combate às injustiças, seja, por exemplo, contra uma ditadura truculenta e homicida, seja contra um presidente corrupto. Ao contribuir para que jovens, independentemente dos riscos, levassem até as últimas conseqüências a luta pelo direito de ir e de vir, de pensar, falar e de agir a universidade cumpria o seu papel social e educacional de contribuir para que a sociedade tivesse cidadãos mais críticos. Os resultados mais expressivos foram: a democracia que temos agora, com a queda do regime militar; e a cassação do mandato de Fernando Collor de Melo. Acredita-se que o papel da universidade vai além da formação de mentes criticas a universidade deve contribuir para que as mazelas da população que vive em situação desumana sejam erradicadas, mas podemos analisar da seguinte forma: ao contribuir para que os universitários tenham uma visão mais crítica das relações sociais, de sua posição como cidadãos com direitos e deveres esses universitários já terão consciência de sua obrigação, e dos benefícios para ele mesmo, de participar da construção de uma sociedade mais justa, solidária e menos desigual, além de valorizar a dignidade da pessoa humana. Agora, ao analisar essa compreensão de universidade fazendo um paralelo com as universidades públicas e privadas que temos na contemporaneidade, percebemos que estamos longe de ter universidades preocupadas com o seu papel interventor nos aspectos sociais e políticos de nossa sociedade. A universidade seguiu os moldes neoliberais e tornou-se apenas formadora de mão de obra qualificada. Porém, quando se insere a formação de professore dentro do quadro de mão de obra qualificada, pergunta-se: como podemos considerar mão de obra qualificada professores, que são formadores de opinião, que não possuem opinião formada ou que formam opinião através dos modelos da elite opressora? Então, torna-se cabível a utilização do termo “mão de obra qualificada”. Mas, apesar de não estar cumprindo a sua função social, a universidade ainda é um dos espaços mais indicados para uma visão diferente de nossa sociedade.
CONCLUSÃO
As pessoas que fazem a universidade precisam compreender “[...] a universidade como instituição educativa cuja finalidade é o permanente exercício da crítica, que sustenta na pesquisa, no ensino e na extensão. Ou seja, na produção do conhecimento por meio da problematização dos conhecimentos historicamente produzidos, de seus resultados na construção da sociedade humana e das novas demandas e desafios que ela apresenta”[4]. Além do caráter universal, multifacetado que as instituições de ensino superior necessitam ter para suportar a demanda de mão de obra qualificada, de desenvolvimento social e econômico sustentável, além da função política que a educação (em qualquer nível) possui e que na universidade torna-se mais intensa “Em suma, o acesso crescente e contínuo da população aos graus mais elevados de ensino torna-se uma medida tanto do potencial econômico (pela possibilidade de diferenciação competitiva) quanto de valoração/mensuração da meritocracia e da democracia praticada por uma nação. A educação agrega valor aos sistemas produtivos ao mesmo tempo em que se torna um valor superlativo de humanidade e do grau de civilidade e de desenvolvimento de um país.”[5] As pessoas que já compreendem a universidade como democrático e libertário precisam compreender também que não podemos deixar de conglomerar esforços, idéias e forças nesse intuito. A educação (de todas as formas possíveis e de todas as maneiras realizáveis) é o princípio basilar de todo o desenvolvimento qualitativo do pensamento humano e é por esse caminho e com esse objetivo que devemos pensar a universidade.
BIBLIOGRAFIA
http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/28/e280217647.asp acessado em 26 de abril de 2009
PIMENTA, S. G. & ANASTASIOU, L. G. C. Docência no Ensino Superior. Corttez, pág. 161
PORTO, C & RÉGNIER, K. O Ensino Superior no Mundo e no Brasil – Condicionantes, Tendências e Cenários para o Horizonte 2003-2025 Uma Abordagem Exploratória. 2003, pág. 08
[1] Aluno de pós-graduação em Docência do Ensino Superior pela Faculdade da Amazônia (FAMA)
[2] Aluna de pós-graduação em Docência do Ensino Superior pela Faculdade da Amazônia (FAMA)
[3] Números encontrados em http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/28/e280217647.asp acessado em 26 de abril de 2009 nds sinaisu vazendo malabarismoionar-se porque existem tantas pessoas (crianças tambmais e mais tecnologia
[4] PIMENTA, S. G. & ANASTASIOU, L. G. C. Docência no Ensino Superior. Corttez, pág. 161
[5] PORTO, C & RÉGNIER, K. O Ensino Superior no Mundo e no Brasil – Condicionantes, Tendências e Cenários para o Horizonte 2003-2025 Uma Abordagem Exploratória. 2003, pág. 08
Adriano Coutinho de Carvalho[1]
Elizete Soares de Lima[2]
RESUMO
Este trabalho traz uma breve exposição da análise feita pelos autores da função social que a universidade, seja pública, seja privada possui em nossa sociedade.
Palavra-chave: universidade e sociedade
INTRODUÇÃO
A Sociedade Brasileira acompanhando as mudanças e tendências mundiais em relação ao desenvolvimento sócio/econômico tornou-se um país que também tem como base o desenvolvimento tecnológico, assim, construindo uma sociedade de informação e tecnologia. As universidades públicas e privadas dentro desse contexto mundial e local tornam-se importantes agentes de mudança ou de manutenção da forma com a qual a sociedade compreende a educação, a própria sociedade (em uma visão ampla das relações sociais em todos os âmbitos), o desenvolvimento econômico e o processo político. É importante ressaltar o questionamento sobre a ação das universidades sobre esse contexto. Quem faz a universidade? Qual o papel da universidade na sociedade? O que a universidade tem feito para realizar seus objetivos e o que falta para que ela realize a sua função social?
A UNIVERSIDADE E SEUS ASPECTOS GERAIS
A universidade desde os primórdios teve como função basilar o desenvolvimento educacional ligado às necessidades de uma elite econômica, mas com o desenvolvimento das sociedades e com a ampliação do acesso ao ensino superior as universidades sofreram uma mudança de perspectiva e incluíram em seus objetivos o desenvolvimento social, científico e atuação no campo político. Porém, com o avanço do capitalismo e do sistema neoliberal a demanda do capital por mão de obra qualificada e alienada em relação ao processo e procedimentos de intervenção sobre a realidade das sociedades impregnou o ensino superior de pragmatismo econômico e tornou as universidades celeiros de qualificação técnica a nível superior deixando de lado o papel social e político. O resultado foi a formação de profissionais muitas vezes imensamente qualificados para exercer sua função profissional/técnica, entretanto, sem uma visão mais crítica da sua ação na sociedade. Pessoas formadas dessa forma podem contribuir para que a sociedade possa desenvolver mais e mais tecnologia, infelizmente essas pessoas também contribuem para que os donos do poder continuem donos do poder, pessoas assim não podem ser chamadas de cidadãs, pois não sabem exercer seus direitos e muitas vezes não fazem as suas obrigações. Pessoas assim acordam de manhã vestem-se para trabalhar, fazem suas atividades profissionais (somente o necessário para receberem seus salários no final de mês) e voltam para casa sem questionar-se porque existem tantas pessoas (crianças também) vendendo ou fazendo malabarismo nos sinais, não se questionam do motivo de tantas pessoas estarem morando nas ruas, não se questionam em relação aos motivos que levam as pessoas a colocarem grades e cercas elétricas em suas casas, eles não perguntam para si mesmos o porquê da natureza estar tão louca ou os motivos do mundo estar em uma crise, tampouco compreendem a crise. Pessoas assim podem ser “bons” profissionais, mas não são seres modificadores da realidade, não são atores da historia, ate mesmo da sua própria historia. E quando essas pessoas são exercem a pratica docente, o problema torna-se mais grave, pois os docentes são por sua posição, importantes formadores de opinião.
A universidade e transmissora, criadora, fomentadora, modificadora, critica do conhecimento que a humanidade possui e é a partir do conhecimento cientifico dialogando com as outras formas de conhecimento que as sociedades desenvolvem, mantém, modificam e melhoram a forma de pensar o mundo. Dessa forma como pensar a universidade?
A principio podemos falar que a universidade, infelizmente, e uma realidade distante da maioria das pessoas. No Brasil, apenas 5,69% da população tem nível superior e no Para os números são ainda menores. Os bairros nos quais a Universidade Federal do Para (Belém e Castanhal) esta situada são periféricos, com falta de saneamento básico, com índices elevados de criminalidade e baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Os moradores desses bairros quase não freqüentam a Universidade por que, apesar de serem vizinhos da instituição, estão longe da realidade e são ainda menores os números de moradores desses bairros que conseguem estudar na UFPA. Mas, a universidade, principalmente a publica, não e do povo? A Constituição, lei máxima do país, não garante acesso à educação publica e de qualidade para todos e todas?
nds sinaisu vazendo malabarismoionar-se porque existem tantas pessoas (crianças tambmais e mais tecnologiaPodemos falar que a universidade, infelizmente, é uma realidade distante da maioria das pessoas. No Brasil, apenas 5,69%[3] da população tem nível superior e no Pará os números são ainda menores. Os bairros nos quais a Universidade Federal do Pará (Belém e Castanhal) esta situada são periféricos, com falta de saneamento básico, com índices elevados de criminalidade e baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Os moradores desses bairros quase não freqüentam a Universidade por que, apesar de serem vizinhos da instituição, estão longe da realidade e são ainda menores os números de moradores desses bairros que conseguem estudar na UFPA. Mas, a universidade, principalmente a publica, não é do povo? A Constituição, lei máxima do país, não garante acesso à educação pública e de qualidade para todos e todas? Porém, a situação do Brasil não garante esse direito. Mas, esse não é esse debate que propomos com este trabalho, ainda assim, acreditamos ser interessante o exposto acima para compreendermos melhor as idéias que seguem. Para finalizar este ponto, queremos ressaltar que a universidade é formada por docentes, discentes e técnicos que trabalham na universidade, mas cada um dos brasileiros também faz parte da construção das universidades: a lavadeira que não terminou o ensino fundamental, os estudantes de graduação, o lavrador analfabeto o professor de doutorado, todos os trabalhadores e trabalhadores que utilizam seis meses de seu salário para pagarem impostos e assim contribuir para que existam universidades (principalmente as públicas). Por isso, as instituições de nível superior devem, por todos os que pagam impostos, principalmente por aqueles que nunca irão ser beneficiados diretamente pelas universidades, devolver o que lhes é de direito. Como a universidade pode fazer isso?
A Universidade pública ou privada é a instituição máxima de desenvolvimento educacional na qual se formam os profissionais do presente e do futuro, porém não podemos conceber a universidade como formadora apenas de mão de obra qualificada, mesmo porque historicamente a universidade tem tido um papel muito mais abrangente e importante. Na história brasileira, foram os jovens universitários que engrossaram as fileiras de combate às injustiças, seja, por exemplo, contra uma ditadura truculenta e homicida, seja contra um presidente corrupto. Ao contribuir para que jovens, independentemente dos riscos, levassem até as últimas conseqüências a luta pelo direito de ir e de vir, de pensar, falar e de agir a universidade cumpria o seu papel social e educacional de contribuir para que a sociedade tivesse cidadãos mais críticos. Os resultados mais expressivos foram: a democracia que temos agora, com a queda do regime militar; e a cassação do mandato de Fernando Collor de Melo. Acredita-se que o papel da universidade vai além da formação de mentes criticas a universidade deve contribuir para que as mazelas da população que vive em situação desumana sejam erradicadas, mas podemos analisar da seguinte forma: ao contribuir para que os universitários tenham uma visão mais crítica das relações sociais, de sua posição como cidadãos com direitos e deveres esses universitários já terão consciência de sua obrigação, e dos benefícios para ele mesmo, de participar da construção de uma sociedade mais justa, solidária e menos desigual, além de valorizar a dignidade da pessoa humana. Agora, ao analisar essa compreensão de universidade fazendo um paralelo com as universidades públicas e privadas que temos na contemporaneidade, percebemos que estamos longe de ter universidades preocupadas com o seu papel interventor nos aspectos sociais e políticos de nossa sociedade. A universidade seguiu os moldes neoliberais e tornou-se apenas formadora de mão de obra qualificada. Porém, quando se insere a formação de professore dentro do quadro de mão de obra qualificada, pergunta-se: como podemos considerar mão de obra qualificada professores, que são formadores de opinião, que não possuem opinião formada ou que formam opinião através dos modelos da elite opressora? Então, torna-se cabível a utilização do termo “mão de obra qualificada”. Mas, apesar de não estar cumprindo a sua função social, a universidade ainda é um dos espaços mais indicados para uma visão diferente de nossa sociedade.
CONCLUSÃO
As pessoas que fazem a universidade precisam compreender “[...] a universidade como instituição educativa cuja finalidade é o permanente exercício da crítica, que sustenta na pesquisa, no ensino e na extensão. Ou seja, na produção do conhecimento por meio da problematização dos conhecimentos historicamente produzidos, de seus resultados na construção da sociedade humana e das novas demandas e desafios que ela apresenta”[4]. Além do caráter universal, multifacetado que as instituições de ensino superior necessitam ter para suportar a demanda de mão de obra qualificada, de desenvolvimento social e econômico sustentável, além da função política que a educação (em qualquer nível) possui e que na universidade torna-se mais intensa “Em suma, o acesso crescente e contínuo da população aos graus mais elevados de ensino torna-se uma medida tanto do potencial econômico (pela possibilidade de diferenciação competitiva) quanto de valoração/mensuração da meritocracia e da democracia praticada por uma nação. A educação agrega valor aos sistemas produtivos ao mesmo tempo em que se torna um valor superlativo de humanidade e do grau de civilidade e de desenvolvimento de um país.”[5] As pessoas que já compreendem a universidade como democrático e libertário precisam compreender também que não podemos deixar de conglomerar esforços, idéias e forças nesse intuito. A educação (de todas as formas possíveis e de todas as maneiras realizáveis) é o princípio basilar de todo o desenvolvimento qualitativo do pensamento humano e é por esse caminho e com esse objetivo que devemos pensar a universidade.
BIBLIOGRAFIA
http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/28/e280217647.asp acessado em 26 de abril de 2009
PIMENTA, S. G. & ANASTASIOU, L. G. C. Docência no Ensino Superior. Corttez, pág. 161
PORTO, C & RÉGNIER, K. O Ensino Superior no Mundo e no Brasil – Condicionantes, Tendências e Cenários para o Horizonte 2003-2025 Uma Abordagem Exploratória. 2003, pág. 08
[1] Aluno de pós-graduação em Docência do Ensino Superior pela Faculdade da Amazônia (FAMA)
[2] Aluna de pós-graduação em Docência do Ensino Superior pela Faculdade da Amazônia (FAMA)
[3] Números encontrados em http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/28/e280217647.asp acessado em 26 de abril de 2009 nds sinaisu vazendo malabarismoionar-se porque existem tantas pessoas (crianças tambmais e mais tecnologia
[4] PIMENTA, S. G. & ANASTASIOU, L. G. C. Docência no Ensino Superior. Corttez, pág. 161
[5] PORTO, C & RÉGNIER, K. O Ensino Superior no Mundo e no Brasil – Condicionantes, Tendências e Cenários para o Horizonte 2003-2025 Uma Abordagem Exploratória. 2003, pág. 08
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