segunda-feira, 6 de abril de 2009

“Ensino Superior brasileiro: o desafio de promover a expansão e aumentar a qualidade da educação”

É fato que há necessidade de reestruturação da educação superior brasileira, para enfrentar a concorrência internacional, principalmente no que diz respeito à equalização de condições, liberação do material utilizado e livre movimento de professores. Pois a educação terceirizada violenta a cultura e o contexto social de cada região, e o Brasil deve se defender, melhorando sua qualidade de ensino, e não simplesmente deixando de agir quando se fala de colocar instituições de outros países em nossa nação.
Em Belém, especificamente, percebemos o crescimento desenfreado das Instituições de Ensino Superior, quando em 2000 haviam quatro instituições públicas: UEPA, UFPA, UFRA e CESUPA; e apenas duas particulares: UNAMA e CESUPA. Em 2009, permaneceram as mesmas instituições públicas; e as particulares alcançaram o número surpreendente de quarenta instituições de ensino superior.
A realidade é que houve um crescimento na oferta de vagas do ensino superior privado, que tornou crucial a questão do financiamento dos alunos, mas, onde a população está neste conflito de vagas? Pois, segundo dados de pesquisas realizadas, os alunos das instituições públicas de ensino são em sua maioria das classes A e B, enquanto os alunos das classes C, D e E, encontram-se em grande maioria nas instituições de ensino particular, tendo que trabalhar para conseguirem pagar suas mensalidades.
A LDB se contradiz quando aborda a respeito da formação de sistemas de ensino, as leis são confusas e deixam a desejar quando deveriam esclarecer as funções e direitos das instituições educacionais.
Pois se a educação é intitulada como “negócio”, subtende-se que há lucros e despesas, direitos e deveres, o que ainda não foi exposto à população.

LARISSA LIMA E SILVA – Pedagoga, Pós-graduanda de Educação Superior (Faculdade da Amazônia – FAMA)

domingo, 5 de abril de 2009

EDUCAÇÃO: UM COMÉRCIO LUCRATIVO

Desde o inicio de 2000, houve o surgimento de um grande número de IES privada, ocasionado pela necessidade de uma formação superior seja essa voltada para o desenvolvimento intelectual ou para o mercado de trabalho, não mais encontradas nas IES pública devido à ausência de investimentos por parte do governo e seu descaso para com esse setor da educação, onde as IES privadas foram as maiores beneficiadas.

Considera-se interessante a crítica de professores brasileiros contra a proposta norte-americana de liberalização da educação superior, sob a alegação de que isso acarretaria em uma comercialização do ensino. Tal crítica por parte de alguns professores, trata-se na verdade do temor das IES privadas nacionais contra a ameaça de uma concorrência com as IES internacionais. Pois em verdade, a muito o ensino brasileiro já se tornou comercializado.

Espera-se que o Governo brasileiro ao invés de investir em instituições muitas vezes voltadas apenas para o lucro e sem compromisso social e educacional, assuma seu papel de Governo e adote medidas que venham a promover o desenvolvimento das IES públicas (como o aumento do número de vagas, criação de novos cursos, coerente remuneração aos docentes) e a qualificação das IES privadas.

Elizete Lima: Pós-graduanda do curso de Educação do Ensino Superior-FAMARosana Silva: Pós-graduanda do curso de Educação do Ensino Superior-FAMA

Mais, Atenção ao Ensino Superior

Houve um abuso na expansão do Ensino Privado as vagas aberta sem um processo seletivo e nem um critério menor ainda, o governo deve reavaliar e regularizar o Ensino Superior trazendo assim, a qualidade do Ensino Publico. È possível que as Instituições Públicas tenham a mesma qualidade das Instituições Privadas? Sim, com o aumento na demandas de vagas, plano de carreira para incentivos dos profissionais e um plano do governo para ter mais responsável pela Educação do Ensino Superior.
O governo tem que trazer para sua responsabilidade o Ensino Superior, pois, desta forma se está obedecendo às leis conforme manda o figurino. Dando uma abertura para uma política educacional democrática comum a todas IES.
Temos que entender que o Ensino Superior forma profissionais para atuarem no mercado competitivo o qual a sociedade exigir uma formação Profissional da nossa realidade como um todo. Só podemos mudar algo pela a Educação assim, não podemos fingir que aprendemos e outros fingirem que estão aprendendo.

MARIA TEREZA BENTES
SARITA THOMAZ
POS GRADUAÇÃO (FAMA)

EDUCAÇÃO SUPERIOR: HORIZONTE DESCONSTRUÍDO DO CONHECIMENTO

Historicamente, acreditava-se que o nível superior garantia o conhecimento do cidadão e, portanto um horizonte de possibilidades de estabilidade profissional. Todos queriam ter acesso à universidade, mas poucos conseguiam. O mercado passa a exigir maior qualificação profissional e como as universidades públicas se mantém no mesmo modelo de 10 anos, inclusive mantendo o mesmo número de vagas, e com o crescente aumento da população, surge então às faculdades particulares, mas nem todas com a verdadeira finalidade a que uma academia deveria se propor, e sim com a possibilidade de um rentável negócio lucrativo.
Sabemos que a educação não deve ser utópica uma vez que temos a consciência de que precisamos do capital para mantê-la.
Discuti lucro na educação violenta nossa concepção do que pensamos sobre ela. A educação antes do lucro, é a construção de valores éticos, morais e fundamentais na formação que pretendemos.
Nós acadêmicos, temos que acabar engolindo “goela abaixo” o pacote formatado que nos são impostos por organismos internacionais onde só um país que não tem seriedade nem muito menos identidade como nação, fica sujeito desses fatos.
Nós estamos preparados para encarar uma concorrência com instituições educacionais com outros países mais desenvolvidos?,
Que tipo de preparo nossas instituições de fato precisam????!!!!!
Gisela Sequeira Cunha - Profa. Faculdade da Amazônia

Márcia H. Tupinambá e Silva - Profa. Faculdade da Amazônia

ENSINO SUPERIOR: UM NOVO NEGÓCIO.

Trata-se de reportagens atinentes à proposta norte-americana de liberalização e comercialização do ensino superior privado.
Tal proposta, analisada por vários aspectos, não merece prosperar tendo em vista a sua natureza prejudicial elencada em três aspectos considerados como de extrema violência na visão do Professor da FGV Renato Galvão, que são: Equalização de condições; liberalização do material utilizado; e livre movimento de professores.
Observamos que tais aspectos se traduzem negativamente no contexto brasileiro da educação superior, preliminarmente por que fica evidenciado que o Brasil não possui igualdade de condições de mercado para concorrer com as instituições multinacionais, pela falta de investimento do governo em relação às IES particulares, diferentemente de países como Japão e Nova Zelândia que priorizam e dão apoio (subsídios) às suas IES, que com mais investimentos e estrutura têm mais condições de obter lucro.
Por outro lado, a liberalização do material utilizado pelas IES que estiverem operando fora de seus países incidirá em prejuízos para as editoras locais e cultura brasileira, bem como o livre movimento de professores em todos os países membros da OMC.
Diante do exposto, necessário se faz que o poder público desenvolva políticas de investimentos para o setor de educação pública e privada como uma forma de melhorar e equilibrar a qualidade do ensino oferecido, principalmente, pelas IES privadas, uma vez que estas atendem cerca de 70% dos universitários.

Referências:
ALFREDO N. S. SANTIAGO - Prof. de Administração - Pós-Graduado em Gestão Pública e Pós-Graduando em Educação do Ensino Superior
CLAUDIO DE SOUSA SOARES - Prof. de Direito do Trabalho da FAMA - Pós-Graduado em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde e Pós-Graduando em Educação do Ensino Superior
NEOMIZIO NOBRE - Pós-Graduando em Educação do Ensino Superior
SERGIO ARAGÃO - Prof. de Administração e RH da FAMA - Mestre em Administração de Marketing e Pós-Graduando em Educação do Ensino Superior

sábado, 4 de abril de 2009

Cenários da Educação Superior: Conflito de Interesses e Realidades Opostas

Aceitar concorrência em se tratando de Educação Superior limita nossa concepção de que a educação transcende esta perspectiva, ou seja, é difícil imaginar e aderir ao modelo imposto pelo capital, quando se pensa que a educação, longe dos finalismos corporativos é uma possibilidade de libertar o homem de suas limitações intelectuais.
Muitos países endividados “terceirizaram” ou “venderam” sua cultura e seus programas educacionais por um punhado de dólares, pois não só trouxeram conseqüências graves ao contexto cultural de muitos povos, mas descaracterizaram a realidade social de países que longe de conhecerem sua própria realidade, sabem onde fica Manhattan nos EUA.
Essa violência cultural propagou-se diante dos olhos de muitos gestores públicos, sem que houvesse uma reflexão no caminho.
Aceitar a concorrência intelectual de instituições privadas internacionais não só ferirá nossa cultura, quanto levará muitas IES nacionais recentes ao calabouço.
Os discursos de reitores e gestores de IES particulares parecem conduzir para seus próprios interesses, solicitando mais investimento e atenção do governo. Não se observa na mesma proporção um programa nacional de qualificação do Ensino Docente.
Um programa de Estado consistente e sério deveria Instituir que para cada uma IES particular, uma nova IES Pública deveria ser oferecida, para atender as necessidades de classes menos favorecidas e ao mesmo tempo redistribuir os investimentos de forma vertical a todas as Instituições de Ensino.

José Tadeu Barbalho
Tamara Damasceno

(Pedagogos, Especializandos do Curso de Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior-Faculdade da Amazônia)

Atividade 1- Crítica

Nesta atividade, cada grupo de cursistas deverão primeiramente ler as seis reportagens a respeito do ensino supeior no Brasil. Em seguida os grupos deverão discutir as idéias centrais e produzir uma crítica a tematica. Essas críticas serão postadas no blog e assinadas pelos participantes. Após postada a crítica, os grupos deverão produzir no máximo 3 slides para defender sua crítica sobre o assunto lido. As apresentações serão realizadas no domingo dia 05-04-09 pela parte da manhã. Estas atividades representam a primeira parte da avaliação do módulo de Cenários do Ensino Superior da Faculdade da Amazônia.