domingo, 5 de abril de 2009

ENSINO SUPERIOR: UM NOVO NEGÓCIO.

Trata-se de reportagens atinentes à proposta norte-americana de liberalização e comercialização do ensino superior privado.
Tal proposta, analisada por vários aspectos, não merece prosperar tendo em vista a sua natureza prejudicial elencada em três aspectos considerados como de extrema violência na visão do Professor da FGV Renato Galvão, que são: Equalização de condições; liberalização do material utilizado; e livre movimento de professores.
Observamos que tais aspectos se traduzem negativamente no contexto brasileiro da educação superior, preliminarmente por que fica evidenciado que o Brasil não possui igualdade de condições de mercado para concorrer com as instituições multinacionais, pela falta de investimento do governo em relação às IES particulares, diferentemente de países como Japão e Nova Zelândia que priorizam e dão apoio (subsídios) às suas IES, que com mais investimentos e estrutura têm mais condições de obter lucro.
Por outro lado, a liberalização do material utilizado pelas IES que estiverem operando fora de seus países incidirá em prejuízos para as editoras locais e cultura brasileira, bem como o livre movimento de professores em todos os países membros da OMC.
Diante do exposto, necessário se faz que o poder público desenvolva políticas de investimentos para o setor de educação pública e privada como uma forma de melhorar e equilibrar a qualidade do ensino oferecido, principalmente, pelas IES privadas, uma vez que estas atendem cerca de 70% dos universitários.

Referências:
ALFREDO N. S. SANTIAGO - Prof. de Administração - Pós-Graduado em Gestão Pública e Pós-Graduando em Educação do Ensino Superior
CLAUDIO DE SOUSA SOARES - Prof. de Direito do Trabalho da FAMA - Pós-Graduado em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde e Pós-Graduando em Educação do Ensino Superior
NEOMIZIO NOBRE - Pós-Graduando em Educação do Ensino Superior
SERGIO ARAGÃO - Prof. de Administração e RH da FAMA - Mestre em Administração de Marketing e Pós-Graduando em Educação do Ensino Superior

Um comentário:

  1. Vocês pontuam a questão sobre o ensino superior como uma preocupação clara a respeito do fenômeno do rompimento das barreiras geográficas entre as universidades. Porém, gostaria de salientar que existem dois eixos que norteiam esta prática: o primeiro, de carater negativo, surge a partir do momento em que as identidades das IES são transformadas em práticas econômicas com interesses centrados na acumulação de capital. Já a outra, de carater positivo, é que já que se vive em tempos de multiculturalismo, as IES assumem novas posturas (ou pelo menos deveriam assumir) na sua ação cotidiana e na formação dos individuos. Deste modo acredita-se que investir em apenas um modelo de IES torna a educação superior tendenciosa e elitisada.
    Marcelo Lima

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